Search This Blog

Friday, October 13, 2017

Do you know how US regions contribute to the country's GDP?

At the beginning of 2016, the Greater New York area's contribution to the US economy was $1.5 trillion, not only outstrips all other regions in the Unites States, but it also exceeds the GDP of all but 11 countries. If Greater New York’s were its own country the economy would be larger than both Australia and South Korea combined.


Tuesday, April 7, 2015

CABO VERDE

Revisão dos Estatutos dos Cargos Políticos
CABO VERDE DE ESPERANÇA

Num momento em que se discuti a Revisão dos Estatutos dos Cargos Políticos em Cabo Verde, e não obstante a todas as análises igualmente legitimas quer de defesa como de condenação, a mim me ocorre algumas lembranças...

Já ninguém se lembra da época em que a farinha dava “nó” e filas haviam à procura de pão nas padarias. Numa altura em que as pessoas percorriam quilómetros para não perder mais um capítulo da telenovela Gabriela ou do Bem Amado. Os problemas hoje em Cabo Verde são outros, já que 73.9% dos lares têm televisão para ver o que bem lhe entender, 86.5% pode cozinhar e até fazer o seu próprio pão à gás e 58.3% pode conservar no seu frigorífico, enquanto 62.3% tem rádio para lhe dar música ou quase o mesmo (51.8%) controla e ouve a música que bem entender com o seu aparelho de CD/DVD/VIDEO.

A conversa por cá anda elevada, os textos cada vez mais caprichados e recheados de “ego” e "sede de afirmação". A inteligência dos nossos representantes e igualmente dos críticos brilha tanto que até nos ofusca de tanto esplendor. No entanto, os meus olhos pestanejam e de entre o turvo e o sol brilhante vejo em flash de tons de branco e preto a se fazerem lúcidos os alojamentos ditos não clássicos de S.Vicente e Sal. Únicas ilhas em Cabo Verde com mais de 4% dos seus alojamentos em barracas, garagens, fábricas, etc. Segundo o INE (Censo 2010).

Segundo o INE, um total de 48% dos lares em Cabo Verde têm um custo de arrendamento abaixo de 10.000ecv e um total de 80% inferior a 14.999ecv. Mas do universos total, 45% de residências não tem água canalizada de rede pública. Pior, 35,2% não têm sanita nem latrina. Ponho-me aqui a pensar, onde será que param esses excrementos?

Menos mal é ainda saber de que pelo menos temos 55% de alojamentos a possibilitarem o famoso banho de caneca aos seus residentes; e a evacuação dos resíduos líquidos se fazerem em 62.7% dos lares ao seu redor da casa ou na e pela natureza;

Temos 141.761 alojamentos familiares em Cabo Verde, sendo que 15.2% (21.548) estão fechados e vazios. Sem ninguém a morar lá dentro. Mais de 65.8% de nós ainda se encontra no ensino básico, outros tantos no Facebook e mais outros nas calçadas dos dias e das noites nas suas labutas e motivações diversas de cada um. Enfim, a nossa realidade.


Sunday, September 1, 2013

RED FLAG

Depois de ter lido o texto publicado pelo Observatório do Emprego de Cabo-Verde: DESEMPREGO EM CABO VERDE DEVERÁ CONTINUAR A AUMENTAR NOS PRÓXIMOS ANOS E, NO PIOR DOS CENÁRIOS PODERÁ VIR A SITUAR-SE-Á EM TORNO DOS 25%. Publicado no Facebook a 30 de Agosto de 2013 levanto um RED FLAG. Se não, raciocina comigo:

1. O texto começa por condenar de que “Na próxima década Cabo Verde terá uma batalha dura a travar contra o desemprego” alegando que a taxa deverá vir a aumentar e “estabilizando em torno dos 20%”. A análise apresentada centra-se nos números de 2012 do INE, reconhecendo não haver outra fonte de informação no Observatório do Emprego de Cabo-Verde. Estamos condenados quanto aos dados porque “as de 2013 só deverão ser apresentadas no 1º Trimestre de 2014.” RED FLAG #1 – Continuamos com 12 meses de atraso de informação e nenhuma capacidade ou projecto do Observatório do Emprego de Cabo Verde para criar meios alternativos de cruzamento de dados económicos e produção de inteligência e valor acrescentado aos dados do INE . O próprio texto diz: “necessitamos de dados mais frequentes sobre o mercado de trabalho”. Qual o papel do Observatório do Emprego de Cabo-Verde? RED FLAG!

2. RED FLAG #2 – Condenamos o Pais ao aumento da taxa de desemprego apresentando esse resultado como óbvio e natural. “Basta cruzarmos os dados sobre o ritmo de crescimento da população em idade activa, da população activa, da taxa de emprego, e sobre o ritmo de crescimento da economia”. RED FLAG pela ausência de informação categorizada, sistematizada e de inteligência que esclareça os impactos dos sectores e áreas da economia, com cruzamento da actividade económica e emprego. RED FLAG!

3. RED FLAG # 3 - O Observatório analisa e vê apenas o pendor negativo do facto nas “projecções da OIT a população em idade activa em Cabo Verde deverá mais do que duplicar em trinta anos, por causa do aumento da esperança de vida e da significativa redução da mortalidade infantil, mas também por causa da redução dos fluxos emigratórios e à emergência de fluxos imigratórios, estes últimos que são, com expressão quantitativa, uma realidade nova em Cabo Verde.” O aumento da população activa parece que toma como certa uma inércia de políticas de emprego e crescimento económico. Ao que parece estamos conscientes da nossa incapacidade de criar emprego e como a população activa vai aumentar, nada mais natural (simples) do que prever o aumento do desemprego. É certo que se baseiam nas “projecções mais conservadoras do Banco Central onde o ritmo de crescimento da economia deverá abrandar para 1% ou 2%.” Mas importa dizer de que a relação crescimento económico e emprego não deve ser de todo directa e linear simples, pois caso fosse a taxa de desemprego teria diminuído nos últimos 10 anos, ao invés de ter aumentado, acompanhando o mesmo crescimento económico. Convém rever o papel do Observatório. Onde estão análises das relações e correlações entre as apostas económicas e geração de emprego. Portanto pela análise ligeira, simplista e discursiva: RED FLAG!

4. RED FLAG #4 – Académica e tecnicamente apresentam três cenários futuros: pior=25%; intermédio=18%; e melhor=11%. Faz pensar onde está a informação de suporte e base a cada um dos cenários? Em que caso um? Ou como chegaremos ao outro? O porquê da margem de erro e diferenciação ser tão elevada, em que do pior para o melhor existem 14 pontos percentuais? RED FLAG!

5. Red flag #5 – O Observatório do Emprego de Cabo-Verde usa o discurso e repete que se deve “rapidamente desenvolver a iniciativa empresarial ao mesmo tempo que diversificamos a economia e aprofundamos as actividades empresarias que já existem, sobretudo as Micro, Pequenas e Médias Empresas, tudo isto complementado por um conjunto de medidas de políticas activas de emprego”. RED FLAG por não sabermos que sectores geram emprego, que áreas, indústrias e negócios? Onde estão os benchmarkings? RED FALG #5 estende-se pelo facto do texto salientar “Urge ganhar a batalha da competitividade externa, competitividade empresarial e a batalha da produtividade e da qualidade.” Tratar este todo desta forma evidência RED FLAG!

6. RED FLAG #6 - Observatório do Emprego de Cabo-Verde refere que “O fenómeno novo que aí vem é o do envelhecimento da população activa, que trará consigo novos desafios, nomeadamente a nível de todo o sistema de ensino e formação mas também do Sistema de Segurança Social”. Números? Que sustenta essa argumentação? Um olhar para a repartição da população por grupos etários faz tudo ficar mais dificil ainda de entender. RED FLAG.

7. RED FLAG #7 – Apresentar a realidade global como “estamos a viver numa era de desemprego elevado, a nível global... Milhares de jovens em todo o mundo saem das Universidades para o desemprego ou no melhor dos casos para empregos que não correspondem às suas expectativas e nem à formação que fizeram. O Mundo terá de reinventar novas formas de criação de emprego para uma geração...”? Big RED FLAG! Evidência uma análise ligeira, discursiva, com olhar diminuto sobre o mundo. Assim fica dificil sustentar a credibilidade e seriedade de uma instituição a este nível e criada com este propósito. Apenas para ficar claro segue aqui uma lista de 49 países, todos, com taxas de desemprego abaixo dos 5.5% conforme se pode confirmar: Cambodia 0.00%, Monaco 0.00%, Qatar 0.50%, Thailand 0.70%, Azerbaijan 1.00%, Belarus 1.00%, Singapore 1.90%, Papua New Guinea 1.90%, Macau 1.90%, Seychelles 2.00%, Isle of Man 2.00%, Kuwait 2.20%, United Arab Emirates 2.40%, Liechtenstein 2.50%, Tajikistan 2.50%, Laos 2.50%, Brunei 2.60%, Switzerland 2.90%, Andorra 2.90%, Malaysia 3.00%, Gibraltar 3.00%, Norway 3.20%, Korea South 3.20%, Hong Kong 3.30%, Cuba 3.80%, Cayman Islands 4.00%, Bhutan 4.00%, Guatemala 4.10%, Falkland Islands (Islas Malvinas) 4.10%, Taiwan 4.20%, Palau 4.20%, Vietnam 4.30%, Japan 4.40%, Austria 4.40%, Panama 4.40%, Saint Kitts and Nevis 4.50%, Honduras 4.50%, Uzbekistan 4.80%, Ecuador 4.90%, Greenland 4.90%, Mexico 5.00%, Bangladesh 5.00%, Sri Lanka 5.20%, Australia 5.20%, Netherlands 5.30%, Kazakhstan 5.30%, Burma 5.40%, Germany 5.50%, Brazil 5.50%.

E porque o tema continua actual, e porque criticar deve ser pela positiva, fica aqui o meu contributo a problemática do desemprego, publicada na Sexta-feira, 2 de Março de 2012: http://rodriguesemilio.blogspot.com/2012/03/made-in-crise.html