Search This Blog

Showing posts with label Marketing e Inovação. Show all posts
Showing posts with label Marketing e Inovação. Show all posts

Thursday, May 6, 2010

Friday, January 30, 2009

INOVAÇÃO Marketing

“Marketing e INOVAÇÃO são as duas únicas funções de um negócio. As únicas que produzem resultados. Tudo o resto são custos” Peter Drucker

Só alcança a INOVAÇÃO quem inventa com base em sua criatividade própria, produto da sua capacidade de ruptura com o estabelecido. Emílio Fernandes Rodrigues



Hoje a INOVAÇÃO é um dos termos mais pronunciados e reclamados para a batalha da competitividade, na procura de vantagens concorrenciais por parte das empresas, Estados e demais Organizações.

Mas afinal, o que é INOVAÇÃO?

Para Lambin (McGraw-Hill publications) a INOVAÇÃO é o resultado de uma vontade explícita de mudança e não a simples consequência de um feliz acaso. A INOVAÇÃO é a aplicação original e conseguida de um conceito, duma descoberta ou duma invenção portadora de progresso.

Neste sentido, a INOVAÇÃO não pode ser resumida nos conceitos de criatividade ou invenção. Estes, embora associados, são etapas para a INOVAÇÃO, que se difere das mesmas pela perspectiva pragmática, pela sua envolvência social, económica, cultural e pela sua interdisciplinaridade.

Criatividade: a capacidade do Indivíduo para gerar novas ideias, conceitos e teorias, em resultado de um processo unidimensional (saber), essencialmente cognitivo.

Invenção: é a consequência primeira da Criatividade, traduzida num processo ou num protótipo que resulta do enlace entre o conhecimento, nomeadamente acumulado, e uma ideia inteiramente nova.

A INOVAÇAO, deve ser entendido com a aplicação das novas ideias e ou das invenções, com base na criação ou na melhoria de processos, produtos e ou serviços. Este por sua vez, independentemente da intensidade tecnológica que se lhe integre, deverá ser portador de valor económico, social e cultural, aprovados pela procura.


Processo Cognitivo
Criatividade
Saber

Processo Tecnológico
Invenção
Saber-Fazer

Multi-dimensional
INOVAÇÃO
Saber-Fazer-Usar-Vender-Manter

Enquanto que a Criatividade é o produto de um processo Unidimensional, de essência cognitivo (saber), a Invenção, por sua vez, será consequente de um processo Bidimensional, de essência tecnológico (saber-fazer), e a INOVAÇAO, este, resulta de um processo Multi-dimensional (saber-fazer-usar-vender-manter).


Qual a importância de INOVAR? Para quê INOVAR?

A INOVAÇÃO está intimamente interligada com estratégias de mudança no intuito único do alcance da VANTAGEM CONCORRENCIAL. Isto é, na procura em dominar melhor do que os concorrentes uma competência que constitua um factor decisivo (ou Crítico) de sucesso num determinado domínio de actividade. Este Factor Crítico de sucesso deve ser uma característica própria das propriedades da actividade.

Assim, uma vantagem concorrencial deve ser entendido como o alcance de o grau superior, um perfeito grau de domínio, que tende para o perfil ideal de influência desse factor pela Empresa, Organização ou Estado, quando comparado com os demais concorrentes e players do sector ou da indústria, em questão. Esta vantagem, desta feita, deverá ter bases sólidas e se constituir, para os potenciais e actuais concorrentes, uma barreira difícil de transpor.

Deve ser decisiva uma vantagem concorrencial, deve criar depressa uma distância relativamente aos concorrentes, deve recostar-se num Factor Crítico de sucesso, considerada importante, se não mesmo determinante, pelo consumidor. Ela, para além de durável, não pode ser posta em causa a médio prazo. A vantagem deve ser defensável do ponto de vista em que os concorrentes não a possam anular facilmente, e assentar-se em competência únicas.


Como INOVAR?

INOVA-SE, na procura de novas ideias para o desenvolvimento e competitividade do negócio, do sector, de uma indústria ou de um Estado. Mas, inova-se com processos e rigor tácito.

FONTES DE PESQUISA e ou os intervenientes decisivos, normalmente, podem ser provenientes quer de recursos internos quer de externos:

Recursos Internos: A Direcção, o pessoal, a força de vendas, os serviços de investigação e desenvolvimento, um qualquer grupo de trabalho instalado para o efeito (exemplo: Venture Team);

Fontes Externas: Investigadores e inventores, gabinetes de R&D, Research & Development (Investigação e Desenvolvimento, I&D), estudos, revista profissionais, concorrentes, estudos de mercado externos, clientes e distribuidores, associação de empresas (co-branding), parcerias com universidades, entre outras.

Contudo, não obstante às fontes, a INOVAÇÃO, pode e deve ser produto de técnicas específicas de pesquisa e criação. Estas técnicas podem ser assumir as mais diversas formas, como por exemplo:

BRAINSTORM, dizer tudo o que vem à cabeça a partir de uma ideia central;
SINÉTICA, igual ao brainstorm mas de forma indirecta;
INVENTÁRIO DAS CARACTERÍSTICAS, estabelecimento de uma lista de atributos, modificando-os;
MORFOLÓGICO, identificar a partir de um produto, alguns dos seus elementos;
MATRIZES DE DESCOBERTA, associar produtos para encontrar novos produtos;
ANÁLISE FUNCIONAL, detectar problemas entre o consumidor na utilização desses produtos;
CAIXAS DE IDEIAS E SUGESTÕES, manter o interesse das pessoas na criação de novos produtos e ideias;

Naturalmente, a selecção da técnica mais adequada é produto da natureza do próprio negócio ou situação competitiva, pese embora, seja ainda necessário sobre estes proceder a “FILTRAGEM DE IDEIAS”, na procura: de detectar e eliminar ideias negativas o mais cedo possível; analisar a capacidade real de produção; o potencial comercial a curto prazo; o potencial comercial a longo prazo; o potencial de crescimento; a análise de exequibilidade total; entre outros não menos importantes.

Após filtragem, a retenção das ideias que possam vir a ser, mais tarde, técnica e comercialmente realizáveis tendo em conta os recursos da empresa começam a constituir-se a primeira base para a INOVAÇÃO. Assim, as empresas deverão dedicar-se aos produtos que sejam capazes de fabricar especialmente ao nível dos equipamentos, do pessoal e do seu “knowledge”.

A existência de uma ideia é uma possibilidade de produto. Um conceito é uma descrição dessa ideia sob a perspectiva das vantagens que o consumidor daí possa retirar.

Importa acrescentar de que a INOVAÇÃO é uma atitude. Ela é e reflecte a nossa capacidade de imaginar, de adoptar a novidade, de pôr em causa a rotina, de escrutinar os hábitos. Assim, é esta atitude intrínseca que faz da INOVAÇÃO um risco, isto é, ela implica que se confronte com o desconhecido, que se tente a experimentação. Implica também uma abordagem multidisciplinar e sobretudo a colisão com o “comodismo”, a ruptura. Porém, a competitividade global configura como maior o risco de NÃO INOVAR. Já houve quem disse que “o maior risco de um negócio, é não se assumir riscos no negócio”. Naturalmente, devem é ser calculados os riscos.


Quais os resultados para a Empresa, Estado ou Instituição que INOVA?

VANTAGEM em se ser PRIMEIRO. A vida economia de um player, seja ela num sector, indústria ou estado, é o produto de uma luta entre os participantes do mesmo, sejam eles efectivos ou potenciais. Mesmo em mercados monopolistas o risco de uma entrada potencial, de outro, em utilizar a INOVAÇÃO para a sua maior penetração imediata, deverá obrigar ao monopolista a procura de elevação das barreiras a estes através de uma INOVAÇÃO constante e em primeira-mão. Noutros mercados com pluralidade de player’s existem os que querem mudar o estado das coisas e os que querem manter as coisas ao modo antigo (ou actual). Como em qualquer batalha a vantagem está normalmente do lado dos que atacam ou defendem com imaginação. A INOVAÇÃO tecnológica, por exemplo, é uma arma prioritária nesse combate e uma estratégia de sobrevivência. Exemplo, Microsoft.

A INOVAÇÃO não tem de ser entendida na perspectiva em que se esgota na revolução tecnológica, pelo contrário, ela é múltipla e diversa. Pode ser, pela introdução de um novo produto (ou uma melhoria na qualidade de um produto já existente); pela introdução de um novo método de produção; pela abertura de um novo Mercado de actuação; uma nova fonte de fornecimento de Matérias-Primas; uma nova forma de organização; uma nova constituição dos procedimentos; entre outros.

Os exemplos acima, podem ser enquadrados nos variados Tipos de INOVAÇÃO nas quais se podem categorizar:

Produto, Conceito, Tecnologia ou Apresentação;
Processo;
Produção;

Tendencialmente as formas de INOVAÇÃO, assume características:
RADICAL, quando, normalmente, baseadas em R&D;
INCREMENTAL, quando, normalmente, resultantes das pressões do mercado;

Os motores para INOVAR podem ser o facto dela estar a ser induzida pela Tecnologia ou pelo Mercado. No entanto a Chave da INOVAÇÃO está no pensar e imaginar livremente, experimentar cuidadosamente e executar prudentemente. Só desta forma a INOVAÇÃO poderá funcionar.

Não obstante, para que uma INOVAÇÃO funcione, é necessário ainda, identificar o ponto de partida e definir o caminho a seguir. Normalmente, uma auditoria ou diagnóstico tecnológico é uma das melhores formas de se posicionar e definir estratégias tecnológicas. As auditorias tecnológicas devem ser realizadas por especialistas de INOVAÇÃO e com total colaboração das entidades auditadas. Assim, deve-se adoptar uma forma sistémica de reagir a problemas, estudar processos e tendências e procurar sempre a resposta a questão dos resultados almejados.

Permitam-me enquanto Marketeer, afirma de forma peremptória de que as instituições devem obrigar-se a INOVAR, radical e periodicamente. Devem adoptar ferramentas de apoio à criatividade, contar com gestores de projecto interno para os gerir, as Hierarquias e geometria variável, criar um ambiente e seu crescimento propício ao fomento de ideias e reunir mais e melhores recursos: Humanos e financeiros.

A INOVAÇÃO e o MARKETING São as duas faces da mesma moeda. Estão intimamente ligadas num círculo de melhoria contínua em resposta a competitividade do e para o mercado.

Emílio Fernandes Rodrigues
Marketeer IPL – ESCS



Definições de INOVAÇÃO
“Processo de transformar oportunidades em novas ideias, colocando-as no Mercado”;
“INOVAÇÃO é um conceito holístico, envolve a aplicação comercial das invenções, incorpora desde os aspectos de criação e descoberta até aos de difusão e aplicação”;
“Um instrumento dos empreendedores, através do qual estes exploram a mudança com uma nova oportunidade para um novo produto ou serviço”;
“Um fenómeno complexo. O processo através do qual a INOVAÇÃO emerge, que não segue um padrão linear, é caracterizado por mecanismos de feedback complexos e por relações interactivas”;
“As empresas ganham vantagens competitivas através de actos de INOVAÇÃO. Estas encaram a INOVAÇÃO em sentido amplo, incluindo o uso de novas tecnologias e novas formas de realizar as tarefas”;

Monday, April 14, 2008

Marketing Político

Actuação estratégica baseada em objectivos que visa a adequação de um produto político ao seu mercado.


Causa e/ou Necessidades do Marketing Político

1. A Concorrência Política resultante das sociedades tecnologicamente desenvolvidas e com democracias de massas (Sufrágios Universais para os vários cargos políticos).
2. A Tendência para a indiferenciação ideológica e centração nas personalidades.
3. Interesses cada vez mais pontuais, contraditórios, fluídos e mutuantes no eleitorado.
4. Peso crescente da opinião publicada (media) e da opinião pública (sondagem).
5. Diminuição do número dos regimes totalitários e generalização de sistemas democráticos imperfeitos.
6. Pressão dos empresários da comunicação sobre o próprio mercado político (interesses económicos).
7. A descentralização crescente das sociedades obriga à multiplicação de sufrágios e consultas.
8. A eficácia dos resultados com aplicação das técnicas de Marketing Político.

Marketing de Negócios vS. Marketing Político(Adaptado de Albouy 81994) e Kotler (1999))

Marketing de Negócios
- Os consumidores têm um estatuto sócio económico desigual
- O produto é criado expressamente para determinado mercado ou clientela
- Domínio do Marketing de Procura
- Maior aceitação dos consumidores da comunicação sobre os produtos
- Quadro normativo mais rígido na publicidade comparada, com acesso livre à publicidade em qualquer media
- Maior desigualdade quanto a meios financeiros dos concorrentes
- Decisões dos consumidores têm normalmente implicações de curto prazo (salvo num ou outro produto)
- Aumentar o valor simbólico do produto para reforçar o seu valor de uso é aqui mais importante
- Há informações mais objectivas sobre os consumidores e mercados
- Os produtos e serviços são mais neutros (embora emocionalmente activos)
- O interesse dos consumidores pelo produto é maior

Marketing Político
- Os eleitores têm um estatuto igualitário, 1 indivíduo - 1 voto
- O candidato e o projecto político têm uma história e vida autónomas
- Marketing de Procura e de Oferta
- Maiores resistências dos eleitores à pressão da comunicação política
- Maior liberdade de mensagens negativas (denegrir os adeversários), mas com restrições sérias na compra de espaço publicitário (no caso europeu)
- A legislação tenta atenuar essas desigualdades, pelo menos na Europa
- Decisões dos eleitores têm efeitos mais estruturantes (médio prazo)
- O valor de uso dos homens políticos e partidos é menor para o eleitor, pelo que é menos importante a comunicação sobre o valor simbólico
- A informação é sempre subjectiva e volátil
- O campo político é mais carregado de emoções, valores, crenças, adesões e conflitos
- O interesse dos cidadãos pela política é hoje diminuto (salvo os militantes)

Características Estruturais

O Produto
-Pessoas, partido, ideologia. (congruência)
-Lealdade (história de voto)
-Mentalidade (coligações pré e pós eleitorais)

A Organização
-Base de recursos (trabalho e dinheiro)
-Amadorismo
-Voluntarismo
-Percepção negativa do Marketing

O Mercado
-Regulações e Restrições
-Afirmação Social e Ideológica(acto de votar)
-O Contra - Consumidor (opositores)

Caracteristicas Processuais (Razões para votar)

Definição de Valores
-Estabelecer os valores fundamentais
-Agregação dos valores (interiorização)
-Lideres e candidatos (paersonificação)

Declinação dos valores
-Especificação da escolha (simplificação)
-Estilo e Modelos de Comunicação (símbolos/retórica)
-Sondagens políticas e atenção dos media

Transmição de valores
-Dicotomias Políticas e grupos de interesse
-Mercado periódico
-Votações táticas

Os Mercados em Marketing Político

_ Marketing da Circunscrição. Racionalizar a escolha de uma circunscrição (no caso português o destrito) para uma eventual candidatura (candidatura para ser eleito ou apenas com vista a posteriores eleições).
_ Marketing do Candidato. A sua imagem e mensagens.
_ Marketing dos Eleitores. Investigação e toda a estratégia de comunicação.
_ Marketing dos Militantes. Recrutamento, formação, enquadramento e motivação.
_ Marketing de Recolectores de Fundos, Financiadores.
_ Marketing dos Prescritores de Opinião. Jornalistas, colunistas e outras personalidades.

Wednesday, April 9, 2008

COMPETITIVIDADE

Marketing & Data Base

Parabéns ao NOSI e a todos os envolvidos no projecto Data Center e Service Center.

Proponho a todas as instituições privada que perfilhem este compromisso com a evolução dos negócios e o consequente alcance da fidelização dos cliente, da competitividade face aos concorrentes e potenciais players ou no desenvolvimento de estratégias de internacionalização do seu core business.

Ora bem. Sem pretensões demagógicas, mas sim com o objectivo claro de apenas contribuir com sementes ao alcance do conhecimento e do sucesso das instituições empresariais nacionais, deixo aqui estas considerações.

Para conquistar mercados e ganhar terrenos no universo do Marketing, a máxima da satisfação do cliente vem aparecendo como o garante e a bandeira para o sucesso. Em Cabo Verde, todas as empresas, ou mesmo outras instituições ou organizações, começam a assistir e a reivindicar uma corrida desenfreada para arrebatar este termo e incorporá-lo na sua Política de Gestão sem suficiente tratamento casuístico muito menos consciente quanto ao poder e ao sucesso desta máxima no seu negócio.

Contrariando os “normais” processos evolutivos da Gestão, primeiro o tecido empresarial depois o estado, aparece-nos a máquina governamental com os projectos Data Center e Service Center.

Parabéns!

Hoje, é quase que um mandamento em qualquer empresa, quer nos seus processos de decisões estratégicos quer nos seus quotidianos, o conceito de fidelização do seu Cliente ou Mercado. Em resposta a isto, o Marketing vem se reorientar para o domínio da informação e do conhecimento. Esta reorientação apoia-se nas tecnologias de bases de dados que permitem um maior entendimento, e uma melhor gestão de todo e qualquer negócio.

Base de Dados ou Ficheiros, qual é a sua realidade?

E necessário que o mundo empresarial nacional mova da teoria a acção, que altere a sua postura e materialize o seu discurso quanto a importância da Base de Dados para as suas instituições implementando ferramentas para sua execução.

É claro que todos sabemos que trabalhar com uma Base de Dados em vez de ficheiros, traz a empresa e as Direcções uma capacidade superior de resposta face às questões que a mutabilidade do mercado e do core business impõem. A normalização da informação de marketing, a reunião de toda a informação da empresa sobre quem são realmente os seus clientes, qual a sua rede comercial, as Vendas, Produtos, Concorrentes e outras informações úteis ao desempenho da actividade, são cruciais ao sucesso e a sustentabilidade das organizações. Contudo, permite ainda a realização de inúmeras tarefas, de forma a optimizar a informação e gerar conhecimentos, como por exemplo, definir o perfil do seu mercado, dos seus clientes, da sua oferta.

Basicamente existem pelo menos cinco diferenças entre Ficheiros e Bases de Dados:

Ficheiros
Fins Objectivo Único
Conteúdo Listagem de Nomes/Moradas
Capacidade Baixa Capacidade para fazer Selecções
Versatilidade Informação descritiva
Localização Mora em ou provém da “mainframe”

Bases de dados_ Informação
Fins Múltiplos Fins
Conteúdo Registos com todos os Dados relevantes
Capacidade Concebido para Interrogar (SQL)
Versatilidade Apto para aplicar modelos
Localização Descentralizado: PC, Rede Local, Cliente Servidor




Será que a Base de Dados só serve para vender?

Um bom Gestor sabe que uma das armas mais poderosas e competitivas no mercado é a capacidade de conhecer e oferecer produtos adequados às necessidades individuais dos clientes. A American Express, por exemplo, analisou os padrões de compra dos seus clientes, possuidores de cartões de crédito, e usou essa informação para oferecer promoções dirigidas individualmente. Como a American Express temos outros exemplos, como a SONAE com o produto Cartão Universo, em Portugal, que permite guardar as referências de todas as compras efectuadas pelos respectivos clientes nos hipermercados CONTINENTE e nas lojas Modelo, bem como a PETROGAL, também ela Portuguesa com o cartão Fast GALP, controlando, ou melhor, guardando a informação das transacções efectuadas pelos clientes nas lojas de combustível e outros produtos. Iniciativa cuja Enacol, sua congénere nacional, tenta seguir com o Chip power.

A aplicabilidade da necessidade de trabalhar o conhecimento, baseado na gestão da informação, é de tal forma extensível, que no sector da saúde, por exemplo, um Hospital de problemas de Coluna Vertebral do Sul da Califórnia em Los Angeles, utiliza o IDIS da IntelligenceWare, Inc. em PCs para pesquisar factores ténues que possam afectar o sucesso ou o insucesso das intervenções cirúrgicas à coluna vertebral. Este mesmo sistema, IDIS, é ainda utilizado por um treinador da U.S. Gymnastics Federation para a investigação e descoberta de factores que a longo prazo possam contribuir para o rendimento de um atleta. Esta informação é muito importante para o tratamento antecipado de potenciais problemas e ainda essencial na pesquisa de regras inferidas no sentido de compreender novas abordagens ao tratamento do cancro. O IDIS continua a ser uma das aplicações mais usadas na área da saúde nos Estados Unidos da América.

As vantagens das técnicas de Base de Dados (Data Mining / Data Warehousing) na gestão e na ciência são bastante evidentes com estes exemplos. Normalmente, verifica-se quase sempre, depois destas bases implementadas, que existem mais informações do que pensávamos a partida, vê-se mais longe, se evolui mais e em muito menos tempo. Esta evolução, no caso das instituições financeiras, que de alguma forma ainda se pode dizer existir algum conservadorismo exagerado devido ao silêncio por que se pautam verifica-se fundamentalmente, na gestão de stocks, prevenção e detecção de fraudes, desenvolvimento da comodidade da prestação do serviço, enfim, de todo o necessário a segurança e desenvolvimento da cativação e fidelização dos seus clientes.
O Security Pacific/Bank of America, por exemplo, utiliza Data Minings no suporte à decisão na área dos empréstimos bancários e para prevenir a fraude. Em Portugal temos o exemplo da quando o BPP - Banco Privado Português sentiu a necessidade de um suporte à decisão de avaliação de perfis de riscos para os investimentos financeiros dos seus clientes, contratando a equipa da Novabase Suporte à Decisão para obter uma solução. A Novabase Suporte à Decisão sugeriu, para este problema, a utilização de técnicas de Data Mining para a criação dos modelos de identificação de estratégias de investimento. Este processo permitia ao BPP a utilização da sua experiência com os seus clientes e a criação de modelos devidamente enquadrados nos segmentos alvo. O processo de identificação seria baseado num conjunto de perguntas (variando desde as características sócio-demográficas a perguntas que procuravam avaliar o comportamento perante o risco e os objectivos de investimento). O BPP tinha a noção que a importância das perguntas variava com as respostas que iam sendo dadas. A relevância de uma resposta dada a uma determinada pergunta variava com o contexto definido nas perguntas anteriores. Com base neste princípio a Novabase Suporte à Decisão aplicou um conjunto de técnicas de aprendizagem a um universo de clientes definido pelo BPP. Deste processo resultou a definição de um modelo capaz de identificar as perguntas mais relevantes a cada instante no sentido de conseguir uma caracterização adequada ao perfil de risco do cliente. Além da estratégia de investimento, o modelo devolve também uma primeira análise da distribuição das respostas dadas, permitindo a identificação de incoerências nas respostas e de eventuais pontos que devem ser esclarecidas para assegurar que o cliente esteja perfeitamente identificado com a estratégia proposta. Este sistema foi ainda depois integrado no centro de atendimento e nas páginas Internet do Privageste.

Com este artigo pretendo mais do que a mera parabenização ao trabalho feito pelo Governo, sensibilizar o sector privado a utilização de tais ferramentas, como por exemplo, Data Minings apoiado por um Data Warehouses, pois, este é o futuro de qualquer sistema de informação e instituição.

Ao Governo as felicitações devem ser prestadas, mas também, um apelo a uma elevação ou evolução no nível. Com isto quero dizer, que projectos como a ligação e o cruzamento de informações entre a Previdência Social e a Administração Fiscal deve ser uma meta a alcançar em curto prazo, de forma a maximizar a eficiência da Administração pública.

Outro projecto a ter em carteira é o número único de identificação. Parece difícil mas não é. Vejamos o caso do Chile, país exemplo na evolução do nível de vida sem grandes recursos naturais. Aqui o número de identificação de um cidadão chileno é o mesmo para o seu passaporte, carta de condução e fiscal. Ao fim e ao cabo um número por cada cidadão, o que cria o conceito de chave primária de ligação entre todas as entidades.

Numa sociedade informatizada, é cada vez mais importante dominar a informação que temos ao nosso dispor, transformando-a em dados imprescindíveis para a empresa. O Data Mining (entre outras técnicas similares) pode ser imediatamente usado em Bases de Dados existentes, mas para que a sua utilização seja realmente eficaz, torna-se importante a utilização de um Data Warehouse (ou datamarts), com informação histórica. Do ponto de vista do cidadão comum, estas técnicas podem trazer vantagens óbvias. Contudo a sempre um reparo por fazer se por ventura surgirem problemas quando os dados forem tratados de forma abusiva, por vezes pisando mesmo o risco da legalidade. Não obstante, as suas implicações Económicas e de Gestão são imprescindíveis. Com o aparecimento de novas tecnologias e produtos apoiados nestas, cada vez mais vemos facilitado o acesso a implementação e gestão de uma Base de Dados com Data Warehouse e as técnicas de Data Mining.

Empresas, mesmo que pequenas, devem apostar nestas tecnologias. Tendo uma ideia dos riscos financeiros que se correm, e perante a certeza de hoje, o ganho percentual em relação ao investimento efectuado ronda os 1000% (por exemplo em Portugal, existem empresas de venda a retalho que afirmam ter obtido ganhos 10 a 70 vezes o investimento efectuado), estou certo de que as empresas nacionais que entrarem neste momento de viragem e consolidação do crescimento e desenvolvimento do País, sem possuírem Bases de Dados utilizando técnicas como Data Mining e/ou não construir um Data Warehouse, irão perder o mercado que de certeza será ganho por multinacionais e outros que viram de fora já com estes princípios incorporados na sua Gestão.

Emílio Fernandes Rodrigues
Marketeer