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Monday, February 2, 2009

Cábula: CULTURA ORGANIZACIONAL

Cultura organiz.-perspectiva simbólica_tem origem na sociologia e antropologia, surge c/o uma opção explicativa p/ a ambiguidade e imprevisibilidade das teorias organizs (pós Ford e pós Taylor). Importa aqui o trabalho dos indivíduos e as suas interacções e ñ a tecnologia. Introduziu estudos de mitos, ritos, rituais e histórias c/o forma de dar sentido à realidade organizacional. Porquê? Anos 70 e 80, onde desenvolve-se, c/ diversas técnicas e credibilidade operacional (instrumentos q medem este fenómeno). MILAGRE JAPONÊS_grande desenv. humano acompanhado do deasenv. económico. Produção de bens de qualidade a baixo preço. EUA interessam por este fenómeno e conclui que tudo isto deve-se ao factor humano e a forma c/o a cultura japonesa trata e acolhe os seus empregados. OUCHI-1981_ Teoria Z- estudo da cultura japonesa e o seu sucesso. Aspectos gerais da teoria_ 1º existência de mecanismos de controlo, a filosofia da administração, ou seja a confiança, o igualitarismo através de controlo implícito. 2º existência de uma cultura organizacional: símbolos, cerimónias, mitos e ritos. 3º tomada de decisão, envolvendo normal// um grupo,c/ opinião consensual c/o ideia base, processo longo moroso e participativo. 4º valores colectivos, crença no colectivismo, maior participação e estimulo. 5º interesse holistico pelas pessoas, relação intima entre a organização/pessoas e entre colegas, participação c/o meio de ultrapassar problemas. DEAL e KENNEDY, empresas fortes são + capazes e + competivivas. PETERS e WATERMAN, 1982, debruçam sobre os valores que caract. as empresas no top 500 da fortune. SMIRCICH, 1983, SHEIN, 1985, definição operacional da cultura. DESVANTAGENS, CULTURA C/O PASSIVO: aspectos negativos, são as barreiras a mudança, 2º ROBINS, a cultura é um passivo quando os valores partilhados ñ estão em acordo c/ aqueles que promovem a eficácia da organização. Barreiras à diversidade; barreiras a fusões e aquisições.ORGANIZAÇÃO TEM UMA CULTURA_ GESTÃO- a organização é vista c/o sendo composto por um conj. de variáveis entre os quais se inclui a cultura, enquanto conj. de signifi. e valores subjacentes na org.: exteriorização. A cultura aqui é um subsistema na org. tal c/o outros, q deve ser gerido para aumentar a eficácia da org., deve estar em armonia c/ os outros. ORGANIZAÇÃO É UMA CULTURA_ ANTROPOLOGIA- perspectiva holistica, a org. enquanto cultura é uma construção e ñ uma exteriorização, neste caso, a cultura é descrita em termos cognitivos: o conhecimento a q os indivíduos recorrem p/ interpretar a realidade em q vivem e fazem viver; em termos simbólico: modo através do qual os indivíduos partilham um sentido comum da realidade. A realidade vai sendo construída e reconstruída pelas acções e interacções dos seus empregados. DEFINIR E MEDIR A CULTURA OPERACIONAL//: a) manifestações folclóricas ou visíveis: cerimónias, ritos, heróis, mitos, símbolos, linguagem. b) manifestações não visíveis que facilitam ou prejudicam a concretização dos objectivos organizacionais, e a integração necessária para essa realização: normas grupais, atitudes, significados partilhados, filosofias e valores; têm-se o conhecimento destas manifestações através de tomadas de decisões. EDGAR SHEIN - analise de elementos da cultura, 3 níveis: a) ARTEFACTOS, folclóricos, todos os fenómenos observáveis a nu na org. ex: organização do espaço físico, tecnologia, padrões de comunicação, linguagem escrita, lendas, heróis…(revelam pouco da org. são apenas meios indicadores). b) VALORES MANIFESTOS, incluem valores, crenças do grupo, princípios e filosofias. Menos visíveis mais conscientes, pois ainda são discutidos. c) PRESSUPOSTOS BÁSICOS, quando os valores são inquestionáveis e ñ são discutidos, tornam-se pressupostos interiorizados. É o nível menos consciente, inclui a essência da cultura org., são soluções do grupo para os problemas que foram interiorizados de tal forma que se tornaram indiscutíveis. Pressupostos implícitos e crenças fundamentais que guiam o comportamento dos indivíduos, e determina como cada um sente, percebe e interpreta a realidade que o rodeia (difícil// modificáveis) ex: ciclo burocrático, trabalho mecanizado. Dos artefactos para pressupostos é = consciente para o inconsciente, que á = a formal para informal. Na prática os estudos ficam pelo b) o resto é difícil de medir. MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DA CULTURA a) métodos de recrutamento, identificar e contratar indivíduos que tenham o conhecimento, as habilidades e capacidades de desempenhar com sucesso os cargos dentro da organização. b) actuação da gestão de topo, através do que dizem e como se comportam, os executivos seniores estabelecem normas que passam para o resto da org. c) papel dos lideres de grupo d) métodos de orientação e socialização, todo o processo de adaptação, composto por pré chegada, encontro e metamorfose.
LIDERANÇA ORGANIZACIONAL_ Conjunto de actividades de um individuo q ocupa uma posição hierárquica// superior, dirigidas para a condução e orientação das actividades dos outros membros c/ o objectivo de atingir eficazmente o objectivo do grupo.
TEORIA DOS TRAÇOS- até 2ª guerra mundial, psicólogos procuravam responder a questões tipo _quem são os líderes naturais? Em que diferem pessoas que alcançam a liderança daqueles que nunca deixaram de ser subordinados? Diferenças de personalidade entre lideres e subordinados e lideres eficazes e ineficazes? Conjunto particular de traços numa pessoa, que lhe conferem maiores possibilidades de se tornarem líderes eficazes com sucesso.
TEORIA COMPORTAMENTAL_o que é que um líder faz?, o que é que um líder eficaz faz? OHIO STATE UNIVERSITY ---- UNIVERSITY OF MICHINGAN. ABORDAGEM SITUACIONAIS_ liderança de FIEDLER (traços); TEORIA DOS MEIOS E FINS HOUSE (comportamental).
TEORIA CONTINGENCIAL DE FIEDLER, efeito moderador da situação entre a personalidade de líder eficaz e do grupo. Contem três elementos 1- Medição da Liderança; 2- Definição e Construção da Variável Situacional Moderadora; 3- Descrição da Relação entre os Traços do Líder e a Eficácia da equipa. a medida utilizada para caracterizar os diferentes líderes, foi a escala LPC. Hipótese central- o tipo de atitude de liderança requerido para o desempenho eficaz do grupo, depende do grau em que a situação grupal é favorável ou desfavorável p/ o grupo. 2º FIDLER a eficácia da liderança depende não só do estilo e personalidade do líder mas também da situação no qual actuam os líderes e a equipa.
TEORIA DOS MEIOS-FINS HOUSE- explica como o líder afecta a eficácia do grupo. O líder têm função de aumentar as recompensas pessoais dos subordinados em função do alcance dos objectivos de trabalho, tornar mais fácil o percurso para se aceder as recompensas através de redução de obstáculos e aumento de oportunidades. 2º HOUSE o comporta// do líder afecta a satisfação dos subordinados para com ele próprio, na medida em que os subordinados vêm esse comporta// c/o fonte de satisfação imediata ou c/o instrumento p/ satisfação futura. (HOUSE e DESSLER). House e Mitchell distinguiram quatro estilos de liderança: 1-Liderança Apoiante, comparável à dimensão consideração na abordagem de Ohio; 2- Liderança Directiva, comportamentos c/o a transmissão de linhas de orientação específicas, inexistência do seguimento de regras e procedimentos, clarificação dos papéis; 3- Liderança Participativa, inclui a consulta individual dos membros da equipa ou do grupo c/o um todo, levar em conta as sugestões apresentadas pelos subordinados; 4- Liderança Orientada para a Realização, que consiste em enfatizar o alcance de objectivos, em definir objectivos de desempenho desafiantes, em sugerir formas de melhoria do desempenho e em monitorizar esse mesmo desempenho.
LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL_ processo de influenciar as grandes mudanças nas atitudes e asserções dos membros da organização e a criação de compromissos com a missão ou objectivos da organização. (YULK, 1984:204). alarga os objectivo e motiva os trabalhadores para patamares mais elevados. LIDERANÇA TRANSACCIONAL_ baseia-se na relação líder subordinado. Burns- opostos; Bass_adicionais.
LIDERANÇA CARISMÁTICA DE HOUSE_ descreve o comporta// dos líderes carismáticos e c/o se distinguem dos outros líderes. O carisma é definido c/o «a influência exercida ao nível das orientações normativas dos subordinados, do envolvimento emocional com o líder, e do desempenho dos subordinados, devidos ao verdadeiro comportam// do líder» HOUSE 1990:216. têm elevada necessidade de poder, elevada auto-confiança e uma forte convicção nas suas próprias crenças e ideias. Caracteriza-se por criação de impressos de competência e sucesso, transmissão de uma visão apelativa de como o futuro pode ser, servir de exemplo para os subordinados, definir os papéis dos mesmos de forma apelativa, comunicar expectativas elevadas e mostrar confiança na competência dos subordinados para alcançar essas expectativas e activar motivos relevantes p/ a missão do grupo de trabalho. BASS defende três dimensões: 1-Carisma=fé e respeito e à inspiração e encorajamento transmitidos pela presença do líder; 2-Consideração Individualizada= indicativos de apoio e confiança; 3-Estimulação Intelectual= desafiar os subordinados a repensar o problema de novas formas.
LIDERANÇA SITUACIONAL DE HERSEY BLANCHARD_ avalia ou centra-se não só nos líderes mas sim nos seguidores. O estilo deve ser adaptado a maturidade dos trabalhadores, são eles que aceitam ou rejeitam o líder. A eficiência do sucesso do líder depende e baseia-se nas acções dos subordinados. Maturidade_ capacidade de um individuo assumir responsabilidades pelo seu comportamento.Maturidade Profissional_ saber fazer aliado aos conhecimentos técnicos e aptidões. Maturidade Psicológico_ vontade e motivação para se responsabilizar pela execução da tarefa. Níveis de maturidade: 1-sem competência nem quer assumir respons. Pelo seu trab. 2-tem responsabilidade e vontade mas não tem competência. 3- tem compet. não tem vontade. 4-competente e tem vontade. Estilos de Liderança: 1_telling definir papéis e informar c/ quando como e onde executa-lo.(elevada tarefa baixo relacionamento); 2_selling dá ordens e preocupa-se em convencer os subord. (elevada tarefa elevado relacion.); 3_participating partilhar a decisão c/ trab. Concentra-se na comunicação. (reduzida tarefa elevado relacion.); 4_delegating nem dirigi nem apoia apenas delega (reduzida tarefa e baixo relacion.)

Friday, January 30, 2009

INOVAÇÃO Marketing

“Marketing e INOVAÇÃO são as duas únicas funções de um negócio. As únicas que produzem resultados. Tudo o resto são custos” Peter Drucker

Só alcança a INOVAÇÃO quem inventa com base em sua criatividade própria, produto da sua capacidade de ruptura com o estabelecido. Emílio Fernandes Rodrigues



Hoje a INOVAÇÃO é um dos termos mais pronunciados e reclamados para a batalha da competitividade, na procura de vantagens concorrenciais por parte das empresas, Estados e demais Organizações.

Mas afinal, o que é INOVAÇÃO?

Para Lambin (McGraw-Hill publications) a INOVAÇÃO é o resultado de uma vontade explícita de mudança e não a simples consequência de um feliz acaso. A INOVAÇÃO é a aplicação original e conseguida de um conceito, duma descoberta ou duma invenção portadora de progresso.

Neste sentido, a INOVAÇÃO não pode ser resumida nos conceitos de criatividade ou invenção. Estes, embora associados, são etapas para a INOVAÇÃO, que se difere das mesmas pela perspectiva pragmática, pela sua envolvência social, económica, cultural e pela sua interdisciplinaridade.

Criatividade: a capacidade do Indivíduo para gerar novas ideias, conceitos e teorias, em resultado de um processo unidimensional (saber), essencialmente cognitivo.

Invenção: é a consequência primeira da Criatividade, traduzida num processo ou num protótipo que resulta do enlace entre o conhecimento, nomeadamente acumulado, e uma ideia inteiramente nova.

A INOVAÇAO, deve ser entendido com a aplicação das novas ideias e ou das invenções, com base na criação ou na melhoria de processos, produtos e ou serviços. Este por sua vez, independentemente da intensidade tecnológica que se lhe integre, deverá ser portador de valor económico, social e cultural, aprovados pela procura.


Processo Cognitivo
Criatividade
Saber

Processo Tecnológico
Invenção
Saber-Fazer

Multi-dimensional
INOVAÇÃO
Saber-Fazer-Usar-Vender-Manter

Enquanto que a Criatividade é o produto de um processo Unidimensional, de essência cognitivo (saber), a Invenção, por sua vez, será consequente de um processo Bidimensional, de essência tecnológico (saber-fazer), e a INOVAÇAO, este, resulta de um processo Multi-dimensional (saber-fazer-usar-vender-manter).


Qual a importância de INOVAR? Para quê INOVAR?

A INOVAÇÃO está intimamente interligada com estratégias de mudança no intuito único do alcance da VANTAGEM CONCORRENCIAL. Isto é, na procura em dominar melhor do que os concorrentes uma competência que constitua um factor decisivo (ou Crítico) de sucesso num determinado domínio de actividade. Este Factor Crítico de sucesso deve ser uma característica própria das propriedades da actividade.

Assim, uma vantagem concorrencial deve ser entendido como o alcance de o grau superior, um perfeito grau de domínio, que tende para o perfil ideal de influência desse factor pela Empresa, Organização ou Estado, quando comparado com os demais concorrentes e players do sector ou da indústria, em questão. Esta vantagem, desta feita, deverá ter bases sólidas e se constituir, para os potenciais e actuais concorrentes, uma barreira difícil de transpor.

Deve ser decisiva uma vantagem concorrencial, deve criar depressa uma distância relativamente aos concorrentes, deve recostar-se num Factor Crítico de sucesso, considerada importante, se não mesmo determinante, pelo consumidor. Ela, para além de durável, não pode ser posta em causa a médio prazo. A vantagem deve ser defensável do ponto de vista em que os concorrentes não a possam anular facilmente, e assentar-se em competência únicas.


Como INOVAR?

INOVA-SE, na procura de novas ideias para o desenvolvimento e competitividade do negócio, do sector, de uma indústria ou de um Estado. Mas, inova-se com processos e rigor tácito.

FONTES DE PESQUISA e ou os intervenientes decisivos, normalmente, podem ser provenientes quer de recursos internos quer de externos:

Recursos Internos: A Direcção, o pessoal, a força de vendas, os serviços de investigação e desenvolvimento, um qualquer grupo de trabalho instalado para o efeito (exemplo: Venture Team);

Fontes Externas: Investigadores e inventores, gabinetes de R&D, Research & Development (Investigação e Desenvolvimento, I&D), estudos, revista profissionais, concorrentes, estudos de mercado externos, clientes e distribuidores, associação de empresas (co-branding), parcerias com universidades, entre outras.

Contudo, não obstante às fontes, a INOVAÇÃO, pode e deve ser produto de técnicas específicas de pesquisa e criação. Estas técnicas podem ser assumir as mais diversas formas, como por exemplo:

BRAINSTORM, dizer tudo o que vem à cabeça a partir de uma ideia central;
SINÉTICA, igual ao brainstorm mas de forma indirecta;
INVENTÁRIO DAS CARACTERÍSTICAS, estabelecimento de uma lista de atributos, modificando-os;
MORFOLÓGICO, identificar a partir de um produto, alguns dos seus elementos;
MATRIZES DE DESCOBERTA, associar produtos para encontrar novos produtos;
ANÁLISE FUNCIONAL, detectar problemas entre o consumidor na utilização desses produtos;
CAIXAS DE IDEIAS E SUGESTÕES, manter o interesse das pessoas na criação de novos produtos e ideias;

Naturalmente, a selecção da técnica mais adequada é produto da natureza do próprio negócio ou situação competitiva, pese embora, seja ainda necessário sobre estes proceder a “FILTRAGEM DE IDEIAS”, na procura: de detectar e eliminar ideias negativas o mais cedo possível; analisar a capacidade real de produção; o potencial comercial a curto prazo; o potencial comercial a longo prazo; o potencial de crescimento; a análise de exequibilidade total; entre outros não menos importantes.

Após filtragem, a retenção das ideias que possam vir a ser, mais tarde, técnica e comercialmente realizáveis tendo em conta os recursos da empresa começam a constituir-se a primeira base para a INOVAÇÃO. Assim, as empresas deverão dedicar-se aos produtos que sejam capazes de fabricar especialmente ao nível dos equipamentos, do pessoal e do seu “knowledge”.

A existência de uma ideia é uma possibilidade de produto. Um conceito é uma descrição dessa ideia sob a perspectiva das vantagens que o consumidor daí possa retirar.

Importa acrescentar de que a INOVAÇÃO é uma atitude. Ela é e reflecte a nossa capacidade de imaginar, de adoptar a novidade, de pôr em causa a rotina, de escrutinar os hábitos. Assim, é esta atitude intrínseca que faz da INOVAÇÃO um risco, isto é, ela implica que se confronte com o desconhecido, que se tente a experimentação. Implica também uma abordagem multidisciplinar e sobretudo a colisão com o “comodismo”, a ruptura. Porém, a competitividade global configura como maior o risco de NÃO INOVAR. Já houve quem disse que “o maior risco de um negócio, é não se assumir riscos no negócio”. Naturalmente, devem é ser calculados os riscos.


Quais os resultados para a Empresa, Estado ou Instituição que INOVA?

VANTAGEM em se ser PRIMEIRO. A vida economia de um player, seja ela num sector, indústria ou estado, é o produto de uma luta entre os participantes do mesmo, sejam eles efectivos ou potenciais. Mesmo em mercados monopolistas o risco de uma entrada potencial, de outro, em utilizar a INOVAÇÃO para a sua maior penetração imediata, deverá obrigar ao monopolista a procura de elevação das barreiras a estes através de uma INOVAÇÃO constante e em primeira-mão. Noutros mercados com pluralidade de player’s existem os que querem mudar o estado das coisas e os que querem manter as coisas ao modo antigo (ou actual). Como em qualquer batalha a vantagem está normalmente do lado dos que atacam ou defendem com imaginação. A INOVAÇÃO tecnológica, por exemplo, é uma arma prioritária nesse combate e uma estratégia de sobrevivência. Exemplo, Microsoft.

A INOVAÇÃO não tem de ser entendida na perspectiva em que se esgota na revolução tecnológica, pelo contrário, ela é múltipla e diversa. Pode ser, pela introdução de um novo produto (ou uma melhoria na qualidade de um produto já existente); pela introdução de um novo método de produção; pela abertura de um novo Mercado de actuação; uma nova fonte de fornecimento de Matérias-Primas; uma nova forma de organização; uma nova constituição dos procedimentos; entre outros.

Os exemplos acima, podem ser enquadrados nos variados Tipos de INOVAÇÃO nas quais se podem categorizar:

Produto, Conceito, Tecnologia ou Apresentação;
Processo;
Produção;

Tendencialmente as formas de INOVAÇÃO, assume características:
RADICAL, quando, normalmente, baseadas em R&D;
INCREMENTAL, quando, normalmente, resultantes das pressões do mercado;

Os motores para INOVAR podem ser o facto dela estar a ser induzida pela Tecnologia ou pelo Mercado. No entanto a Chave da INOVAÇÃO está no pensar e imaginar livremente, experimentar cuidadosamente e executar prudentemente. Só desta forma a INOVAÇÃO poderá funcionar.

Não obstante, para que uma INOVAÇÃO funcione, é necessário ainda, identificar o ponto de partida e definir o caminho a seguir. Normalmente, uma auditoria ou diagnóstico tecnológico é uma das melhores formas de se posicionar e definir estratégias tecnológicas. As auditorias tecnológicas devem ser realizadas por especialistas de INOVAÇÃO e com total colaboração das entidades auditadas. Assim, deve-se adoptar uma forma sistémica de reagir a problemas, estudar processos e tendências e procurar sempre a resposta a questão dos resultados almejados.

Permitam-me enquanto Marketeer, afirma de forma peremptória de que as instituições devem obrigar-se a INOVAR, radical e periodicamente. Devem adoptar ferramentas de apoio à criatividade, contar com gestores de projecto interno para os gerir, as Hierarquias e geometria variável, criar um ambiente e seu crescimento propício ao fomento de ideias e reunir mais e melhores recursos: Humanos e financeiros.

A INOVAÇÃO e o MARKETING São as duas faces da mesma moeda. Estão intimamente ligadas num círculo de melhoria contínua em resposta a competitividade do e para o mercado.

Emílio Fernandes Rodrigues
Marketeer IPL – ESCS



Definições de INOVAÇÃO
“Processo de transformar oportunidades em novas ideias, colocando-as no Mercado”;
“INOVAÇÃO é um conceito holístico, envolve a aplicação comercial das invenções, incorpora desde os aspectos de criação e descoberta até aos de difusão e aplicação”;
“Um instrumento dos empreendedores, através do qual estes exploram a mudança com uma nova oportunidade para um novo produto ou serviço”;
“Um fenómeno complexo. O processo através do qual a INOVAÇÃO emerge, que não segue um padrão linear, é caracterizado por mecanismos de feedback complexos e por relações interactivas”;
“As empresas ganham vantagens competitivas através de actos de INOVAÇÃO. Estas encaram a INOVAÇÃO em sentido amplo, incluindo o uso de novas tecnologias e novas formas de realizar as tarefas”;

“A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.”

Bernard Shaw

Emílio Fernandes Rodrigues

Podia falar dos problemas de Cabo Verde, como por exemplo: o saneamento básico, se atendermos ao facto da percentagem de rede de esgotos, por exemplo, ainda ser insuficiente, e a do lixo ser enorme, sobretudo em Santiago; ou então do proliferar de viaturas e mansões sem obrigatoriedade de apresentação de justificativos de proveniência do dinheiro; já para não cair na banalidade da crítica a Electra que não consegue ter um plano técnico, financeiro e comercial para cerca de 250 mil pessoas, ou melhor cerca de uma centena de milhar de habitações, o que comparado com uma cidade africana, que não queremos ser, como Dakar (mais de 2 milhões de pessoas), por exemplo, representa a grande quantia de 12% da sua rede de abastecimento; podia ainda ser apenas mais um idiota na crítica a TACV, ao Governo, a Oposição, aos Partidos Políticos na globalidade, aos ditos sistemas e subsistemas as quais nunca percebi se quer o que são, permitam-me tal ignorância; podia dizer da Alfandega, aquela, uma das mais democráticas do mundo, que enriquece o Estado mas também bondosa ao ponto de não esquecer alguns dos seus fiscais e outros colaboradores, que mesmo assim nem se inquietam que em pleno 2008 nem um computador exista no caixa; podia pois elencar mais uma centena de problemas, deficiências, incapacidades e incompetências, se é que são esses os nomes. Mas não, não o farei, nem hoje, nem nunca. Sempre que vier criticar, darei soluções. Ouça quem quiser, use-a quem quiser.

2009 deve ser um ano de valorização e reconhecimento. Temos que começar a reconhecer, a elogiar, a motivar, todos os que são competentes, dedicados e produtivos. Temos que ter coragem de não cair no ridículo de uma postura fundamentalista negativa, sem perder a sobriedade, a independência, a democracia da crítica, da sugestão do melhoramento progressivo e evolutivo. Temos que aceitar os pequenos feitos, os pequenos gestos, as pequenas obras, as ínfimas bondades, os mínimos realizados tendentes a evolução e desenvolvimento da parte e do todo nacional.

Ser corajoso, mostrar que sou isento, descomprometido, independente e democrata, não significa ter lança única, direcção contínua, e complexo permanente. Coragem, valentia, audácia, arrojo, bravura é bater palmas a quem merece, reconhecer o mérito, fazer vénia com orgulho do produto resultante do outro, sem complexo nem amarguras no canto da boca, ou do coração, por não ser meu, o feito.

Permita-me apelar ao sentimento nacionalista que há em nós cabo-verdeanos. Esta terra não deve ser só defendida e recomendada quando falamos com estranhos ou estrangeiros. Devemos perder a demagogia, a hipocrisia, a representação falsa dos sorrisos a tudo e a todos na sua face e o enrugar da testa e dizer mal na ausência. É tempo de ganharmos maturidade séria, rigor tácito, intolerância descomplexada face aos erros assim como o reconhecimento público e verdadeiro aos que realmente são capazes e deixam legado claro e inequívoco.

Que em 2009, sem qualquer, nenhuma, pretensão demagógica ou pseudo-intelectual, nos arrepiemos, nos tocamos, nos consciencializemos, choremo-nos, riamo-nos, ponhamos os cinco sentidos em sentinela e accionemos reacção aos mesmos sem prisão à memória.

ou diferente, que não o mero reconhecimento das capacidades instaladas no país, nomeadamente, aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento e progresso de Cabo Verde.

Veríssimo Noé Monteiro Pinto. Chamaram-lhe miúdo, despreparado e tudo mais que alguém sentiu e disse na altura. Obrigado João Serra, pela confiança e visão, ganhou Cabo Verde com isso. Cotou dois bancos, BCA e CAIXA, cotou a Tabaqueira e a Petrolífera nacionais em processos de privatizações, cotou e colocou no mercado Obrigações de um grande grupo nacional como é a Tecnicil, cotou obrigações de um terceiro banco nacional, o Interatlântico, realizou a maior operação financeira da história do país, em conjunto com o BCA, como é a reestruturação da dívida da Electra, formou a massa crítica financeira nacional, enfim, entre vários outros ganhos que o país começou a ter com a vigorosidade, tenacidade, dedicação, espírito de sacrifício, e competências desde jovem que orgulha e motiva outros nesta caminhada. Obrigado Veríssimo.

Carlitos Fortes, competência, dedicação e honestidade. Conduziu os destinos da Moave de forma exemplar. Quantas outras unidades de produção não tivemos nós, e que faliram sem razões, justificações nem responsabilização? É um exemplo nacional de Gestor. Mobilizou-se na operação do empresariado nacional na batalha do ganho da condução dos destinos da Sociedade Cabo-verdiana de Tabacos, disponibilizou-se para ajudar a Electra, melhor ainda, retirou-se com hombridade quando viu que não tinha como ser uma mais valia a esta instituição, na medida que tinha outras responsabilidades nas mãos. A isto chama-se maturidade discernimento e postura. Alguém já se lembrou de o premiar? Se não, fica aqui a deixa. Já agora, boa sorte ENACOL.

Maurício de Carvalho, estrangeiro de Portugal, mas hoje, cabo-verdeano de morada, homem dito difícil, pela simples razão de ter um carácter e uma personalidade vincada. Dono absoluto da maior Montra Nacional jamais feita: Nha Terra Nha Cretcheu e Top Crioulo. Alguém já parou para dizer obrigado a este Senhor? Não peço uma medalha, pois este é feito de metal e o país tem as suas dificuldades, mas, umas palavras e acho que o Senhor já ficaria contente, já que deixou as mordomias e gentilezas de Cascais pela beleza do cru cabo-verdeano.

Podia aqui explanar uma centena de personalidades que motivam e cativam muitos de nós, cujos seus trabalhos são inequívocos quanto ao ganho e ao benefício à nação, sobretudo jovens, capazes e audazes que abundam neste país: Abraão Vicente, pela bravura de sua personalidade e sentido criativo; Edson Medina, pela sua capacidade e firmeza de suas convicções, Milton Paiva pela maturidade precoce que sempre o caracterizou, Lenine Lima, pela inteligência e serenidade que ostenta, entre centenas de outros tantos outros jovens de igual mérito e destaque.

É motivante conviver de tão perto com tantas capacidade e competências instaladas. Por isso, apelo ao tempo da valorização da competência, dos que trabalham, dos que produzem, dos que constroem, dos que descomplexadamente, sem hipocrisia, sem nacional porreirísmos ridículo (como diria Edson Medina), sem falsidade e sem medo de meter o dedo na ferida que mais dói, usam da palavra, dos actos e do seu comportamento para serem agentes de produção activa e positiva à nação cabo-verdena.

Que nenhuma menção aqui seja compreendida como algo acabado, este texto têm a pretensão simples de dizer, olhemos para o lado, recusemos impiedosamente os medíocres e reconheçamos e valorizemos sem complexos os capazes e audazes. Que as não menções sejam entendidas como subentendidas.

Os críticos, como alguém já disse, ficam na história sempre como os críticos, só os que realmente produzem escrevem o seu nome próprio. Bernard Show disse um dia que: “a vida é como uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.


Emílio Fernandes Rodrigues
Marketeer