A Revisão constitucional está bloqueada ou melhor num impasse por ter sido encontrado divergências de posição dos dois principais partidos com relação a reestruturação do Poder Judicial.
Por um lado, o PAICV alega a necessidade dos Magistrados serem nomeados para o Conselho Superior de Magistratura, em parte pela classe e parte por entidades políticas nacionais, isto é, pelo Presidente da República e pela Assembleia Nacional. Alega ainda que o presidente deve ser eleito por uma maioria qualificada de dois terços dos deputados no Parlamento, tudo como forma de evitar possível "cartel" da classe dos Magistrados e garantir um controlo por representantes do povo, ou seja a classe política. Por outro lado o MPD, defende a não interferência política no sector da Justiça, afirmando não aceitar nem que o supremo tribunal de justiça esteja sob vigilância política do Presidente da República, nem quer que o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial seja um juiz eleito pela Assembleia Nacional, nem admite a possibilidade de nomeação do Procurador-geral da república, pelo Governo e Presidente da República.
Atendendo que a que tudo isto se reporta a Constituição da República, importa levantar questões e fazer com que a sociedade participe neste debate que ao fim e ao cabo é de todos:
1 - Deverá se adoptar o proposto pelo PAICV?
2 - Deverá se adoptar o proposto pelo MPD?
3 - É possível uma solução mista?
4 - ou será que deverá haver referendo nacional?
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