Investigadores do Ministério das Finanças, constataram que os sinais de riqueza abundam em Atenas, mas que apenas poucos milhares de Gregos, dos 11 milhões, declaram ter remunerações acima de 132 mil dólares. Por exemplo, na zona norte de Atenas, área nobre e rica, que também é conhecida pelas suas elevadas temperaturas, apenas 324 dos moradores admitem nos formulários fiscais terem piscinas próprias. Para melhor se compreender o comportamento fraudulento dos Gregos, os investigadores resolveram analisar a área referida através de fotografias de satélites, para seus espantos, constataram que a mesma zona tem cerca de 16.974 piscinas, contra as apenas 324 declaradas.
Ao que parece, a Grécia é um país típico de normal sonegação de impostos, chegando mesmo a ser um modo de vida esconder os activos do regime fiscal. É estimado a fuga ao fisco em cerca de 30 biliões de dólares por ano.
Para além da fuga existe ainda um outro fenómeno na Grécia, o chamado "fakelaki", nome em Grego para pequeno envelope. Pois, neste país o suborno aos funcionários do governo e “graxa” à burocracia é tão normal que as pessoas conhecem já as suas taxas.
A “batota” é tão grande na Grécia, que médicos com escritórios num bairro chamado de Kolonaki, Atenas moderna, onde lojas da Prada e Chanel podem ser encontradas aos molhos, costumam declarar remunerações inferiores a 40.000 dólares e muitos mesmo abaixo de 13.300 dólares, que é o limite para lhe isentar de tributações.
Segundo o New York Times, a riqueza Grega está em toda parte, menos nos formulários fiscais.