
Um Marca, como o próprio nome esclarece, nasce para distinguir ou marcar uma criação ou propriedade. As referências mais antigas remontam à Grécia Antiga e à Idade Média, mas a sua afirmação dá-se no século XIX, depois da Primeira Revolução Industrial. Independentemente destas fases e suas importâncias, o que é certo é que esta necessidade de denominação de origem é maior com a intenção de capitalizar uma reputação de qualidade e promover a distinção dos imitadores.
Modéstia a parte, permitam-me dizer que entre nós Marketeer, teóricos e experts em Marca, é consensual que o desenvolvimento decisivo da marca como um fenómeno económico e sociológico universal só se produziu realmente com a Segunda Revolução Industrial, em meados do século XX. A produção em série e a macro-distribuição deram o impulso definitivo, criando novas regras. Por outro lado, a liberdade de actuação e concorrência instalada, levou a que oficinas fossem definitivamente substituídas pelas fábrica e a que a qualidade vingasse como uma premissa desejada e aceite por todos. A comunicação social e os mass media, assim como os transporte desenvolveram-se a larga escala, havendo especialização e verdadeiros boom's publicitários.
É perante tudo isto, que aos negócios, instituições e países, não restarão outras alternativas senão recorrerem a mecanismos que os identificassem e diferenciassem, de forma eficaz e duradoura. Tudo para que a sua oferta atraia e fidelize os seus consumidores.
Meus Senhores, a partir de aqui a Marca deixou de ser vista apenas como o símbolo visual ou gráfico de denominação de origem, para passar a ser todo um sistema que gira em redor do produto, dotado de complexidade científica, sociológica, económica e cultural.
Se a Direcção Geral do Turismo me permitir um conselho: rodeiem-se de profissionais qualificados, evitam demagogias sociais (concursos públicos abertos à sociedade), mobilizem a esfera pública e privado e definam o nosso prisma.