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Friday, July 2, 2010

LOGO MARCA CABO VERDE

O único objectivo da criação de um logo é a representação física dos valores e atributos da marca. Esta representação física deverá ter em conta não só a dimensão endógena da marca como o contexto de sua actuação, por exemplo na diferenciação clara da concorrência assim como mitigação dos riscos de conotação e denotação possíveis dos seus espectros visuais. Por isso, quem estuda esta área tem que dominar cadeiras como Semiologia e Semiótica para que erros primários e fatais no futuro possam ser reduzidos ao mínimo possível. Se repararem no quadro abaixo, facilmente se vê de que a disposição das cores está esgotada. Por isso dificilmente este logo terá pujança e capacidade de diferenciação.

Por favor respeitem os profissionais da área.

Thursday, July 1, 2010

MARCA CABO VERDE

Na minha opinião, pessoal, enquanto profissional do Marketing, penso que o logo não é o mais acertado. Pois, a oferta Turística de Cabo verde tem uma vantagem natural que poucos destinos no mundo o podiam competir: a diversidade, natural e genuína de cada ilha. Neste sentido, qualquer construção de Marca só pode assumir dois caminhos possíveis: ou individualizados por cada região com espectro visual próprio e intrínseco a sua oferta e vantagem comparativa; ou a disposição em Umbrela: Marca Cabo Verde, sobre o qual se construiria as gamas e ofertas diferenciadas sobre um espectro de reconhecimento e identidade comum.

Deixo a título de curiosidade outros logos de regiões e destinos turísticos pelo mundo:






logotipo MARCA CABO VERDE


Um Marca, como o próprio nome esclarece, nasce para distinguir ou marcar uma criação ou propriedade. As referências mais antigas remontam à Grécia Antiga e à Idade Média, mas a sua afirmação dá-se no século XIX, depois da Primeira Revolução Industrial. Independentemente destas fases e suas importâncias, o que é certo é que esta necessidade de denominação de origem é maior com a intenção de capitalizar uma reputação de qualidade e promover a distinção dos imitadores.

Modéstia a parte, permitam-me dizer que entre nós Marketeer, teóricos e experts em Marca, é consensual que o desenvolvimento decisivo da marca como um fenómeno económico e sociológico universal só se produziu realmente com a Segunda Revolução Industrial, em meados do século XX. A produção em série e a macro-distribuição deram o impulso definitivo, criando novas regras. Por outro lado, a liberdade de actuação e concorrência instalada, levou a que oficinas fossem definitivamente substituídas pelas fábrica e a que a qualidade vingasse como uma premissa desejada e aceite por todos. A comunicação social e os mass media, assim como os transporte desenvolveram-se a larga escala, havendo especialização e verdadeiros boom's publicitários.

É perante tudo isto, que aos negócios, instituições e países, não restarão outras alternativas senão recorrerem a mecanismos que os identificassem e diferenciassem, de forma eficaz e duradoura. Tudo para que a sua oferta atraia e fidelize os seus consumidores.

Meus Senhores, a partir de aqui a Marca deixou de ser vista apenas como o símbolo visual ou gráfico de denominação de origem, para passar a ser todo um sistema que gira em redor do produto, dotado de complexidade científica, sociológica, económica e cultural.

Se a Direcção Geral do Turismo me permitir um conselho: rodeiem-se de profissionais qualificados, evitam demagogias sociais (concursos públicos abertos à sociedade), mobilizem a esfera pública e privado e definam o nosso prisma.