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Tuesday, April 15, 2008
Marca Cabo Verde II
A importância da marca - Cabo Verde:
Uma marca é muito mais que um logotipo (ou um símbolo): é uma identidade que se constrói e se gere, de forma a construir / implementar um conceito e provocar uma reacção específica no mercado que pretende atingir.
Segundo Kapferer (1995), as principais características da marca, são:
- Uma marca é a personalização de uma estratégia;
- É construída ao longo do tempo, através de um trabalho persistente e consistente;
- É um processo coerente em constante renovação;
- Confere à entidade que a suporta um significado e uma direcção;
- É um “contrato” que se vai tornando credível ao longo do tempo, consolidando-se em torno de um compromisso;
- É um farol (fornece um sentido e uma direcção) para toda a organização;
Transpondo as conclusões de Kapferer acima referenciadas, para o plano da marca - Cabo Verde, conclui-se que a concepção de um projecto desta envergadura poderá trazer grandes vantagens a Cabo Verde, através da construção de uma visão unificadora dos esforços de toda a comunidade: desta forma, à semelhança de uma marca comercial, uma marca - Cabo Verde pretende conceber e comunicar um conjunto de valores capazes de implementar / transformar a imagem do país, junto da comunidade nacional e internacional.
Os objectivos da marca - Cabo Verde e os seus segmentos-alvo podem ser diversos. Genericamente podem apontar-se os mais usuais:
- Direcciona os esforços nacionais em torno de determinadas indústrias;
- Aumenta a auto-estima da população;
- Preserva a herança cultural e a identidade nacional, através da consolidação dos valores, em vez de copiar os modelos dos países mais desenvolvidos;
- Cria/ molda uma imagem que credibiliza o país;
- Cria uma classe empresarial;
- Apoia a internacionalização das empresas nacionais;
- Potência o país enquanto destino turístico e cultural;
Vantagem Competitiva das Nações
Porquê que um país obtém êxito internacional numa determinada indústria? Segundo Michael Porter (1990), a resposta encontra-se na conjugação de quatro vectores (atributos) que modelam o ambiente no qual as empresas competem e que promovem (ou impedem) a criação de vantagens competitivas sustentáveis. A forma como estes atributos se interrelacionam e se conjugam para criar valor é analisada no diamante de Porter.
Condições dos factores: A situação do país face aos factores de produção, como trabalho especializado ou infra-estruturas, necessários à competição em determinadas indústrias.
Condições da procura: A natureza da procura interna para os produtos e serviços das indústrias nacionais.
Indústrias correlacionadas e de apoio: A presença ou ausência, no país, de indústrias fornecedoras e correlacionadas, isto é, susceptível da criação de sinergias, que sejam internacionalmente competitivas.
Estratégia, estrutura e rivalidade das empresas. As condições de organização, gestão e criação de empresas no país e a natureza da rivalidade interna.
Como se pode observar no diamante de Porter, a situação de cada um dos factores do diamante, influência a situação competitiva de toda a indústria, ou mesmo do país:
- A rivalidade doméstica e a concentração geográfica, por exemplo, têm um grande poder para a transformação do diamante num sistema. A rivalidade doméstica porque promove melhoria em todos os outros determinantes e a concentração geográfica porque eleva e torna magnífica a interacção das quatro influências separadamente;
- Uma empresa internacionalmente competitiva, torna a própria indústria competitiva porque a sua postura e organização pressionam sobre todas as restantes empresas da indústria, bem como toda a cadeia de empresas fornecedoras e sinérgicas. A indústria competitiva, por sua vez, também exerce pressão sobre as outras envolventes para se tornarem mais competitivas, incrementando assim a capacidade também de criarem as suas vantagens competitivas.
O “Diamante” de Porter é pois um sistema em que qualquer perturbação num dos seus factores afecta a competitividade internacional do País. Desde as fontes de produção necessárias para a competitividade, a disponibilidade de informação rigorosa, a qualidade / quantidade da inovação e o nível de investimento.
Para Porter, um ambiente nacional dinâmico, desafiador, estimulante e de maior pressão, é uma condição essencial para os países obterem êxito em determinadas indústrias e a consequente vantagem competitiva de forma sustentada. Portanto, os países terão maior probabilidade de obter êxito em indústrias ou segmentos de indústria onde este “diamante” seja o mais favorável.
Monday, April 14, 2008
Teoria da Liderança de FIEDLER II
Aplicabilidade da Teoria
A teoria apresenta alguns pontos fracos, nomeadamente:
- Para uma maior sofisticação do modelo, seria necessário um maior número de variáveis;
- No que respeita ao uso prático do modelo, o questionário LPC poderá não ser bem percebido pelos respondentes, o que enviesará o resto do estudo (uma vez que o perfil obtido poderá não coincidir com o real perfil do líder);
- Para além disso, e ainda respeitante à aplicação prática do questionário, estudos demonstraram que as respostas ao questionário não são estáveis (ROBBINS, Stephen, 1996, Organizational Behavior, USA, Prentice Hall International Editions, pp423);
- As variáveis contingenciais não são fáceis de medir, uma vez que não são directamente observáveis nem quantificáveis, havendo sempre uma certa ambiguidade;
- Investigações em campo demonstraram resultados contrários à teoria (GREENBERG, Jerald, BARON, Robert A. , Behavior in Organizations, sixth edition, International Edition, Prentice Hall, 1995, pp 453).
Contudo, Fiedler deu uma grande contribuição para o estudo do processo de liderança:
- A contribuição mais importante do modelo de Fiedler reside no facto de este estudo ser pioneiro no estudo da importância das variáveis contigenciais no processo da liderança. Muitas dessas variáveis continuam ainda a constituir pilares importantes das mais recentes teorias da liderança.
- A teoria revela-se útil ao sugerir diversos modos de aumentar a eficácia dos processos de liderança;
Para concluir, a noção de contingência permite-nos pensar no líder não de uma forma tão simplista com estamos habituados a pensar (leaders are born, not made). Não nos podemos restringir às noções de inteligência e personalidade, porque um líder nunca poderá sê-lo isoladamente. Não interessa só a sua pessoa, o seu perfil. Pelo contrário, a liderança é um processo que requer obrigatoriamente o controlo das relações intra-grupais, fazendo-se uso do poder formal que nos é concedido para gerir da forma mais eficaz as tarefas e funções no seio de uma organização. Todos estes aspectos são exteriores ao indivíduo. Daí a necessidade de avaliar não só o perfil de um líder, mas também a situação contextual em que ele se insere. Quantos de nós já não se sentiram incapazes de trabalhar eficazmente em grupo sabendo que temos capacidades para isso? Quantos de nós já não verificaram resultados excelentes num trabalho em grupo, parecendo-nos que as coisas se conjugaram na perfeição e correram pelo melhor?
Os estudos de Fiedler vieram abrir as portas para uma nova visão destes aspectos, nunca antes considerados.
A teoria apresenta alguns pontos fracos, nomeadamente:
- Para uma maior sofisticação do modelo, seria necessário um maior número de variáveis;
- No que respeita ao uso prático do modelo, o questionário LPC poderá não ser bem percebido pelos respondentes, o que enviesará o resto do estudo (uma vez que o perfil obtido poderá não coincidir com o real perfil do líder);
- Para além disso, e ainda respeitante à aplicação prática do questionário, estudos demonstraram que as respostas ao questionário não são estáveis (ROBBINS, Stephen, 1996, Organizational Behavior, USA, Prentice Hall International Editions, pp423);
- As variáveis contingenciais não são fáceis de medir, uma vez que não são directamente observáveis nem quantificáveis, havendo sempre uma certa ambiguidade;
- Investigações em campo demonstraram resultados contrários à teoria (GREENBERG, Jerald, BARON, Robert A. , Behavior in Organizations, sixth edition, International Edition, Prentice Hall, 1995, pp 453).
Contudo, Fiedler deu uma grande contribuição para o estudo do processo de liderança:
- A contribuição mais importante do modelo de Fiedler reside no facto de este estudo ser pioneiro no estudo da importância das variáveis contigenciais no processo da liderança. Muitas dessas variáveis continuam ainda a constituir pilares importantes das mais recentes teorias da liderança.
- A teoria revela-se útil ao sugerir diversos modos de aumentar a eficácia dos processos de liderança;
Para concluir, a noção de contingência permite-nos pensar no líder não de uma forma tão simplista com estamos habituados a pensar (leaders are born, not made). Não nos podemos restringir às noções de inteligência e personalidade, porque um líder nunca poderá sê-lo isoladamente. Não interessa só a sua pessoa, o seu perfil. Pelo contrário, a liderança é um processo que requer obrigatoriamente o controlo das relações intra-grupais, fazendo-se uso do poder formal que nos é concedido para gerir da forma mais eficaz as tarefas e funções no seio de uma organização. Todos estes aspectos são exteriores ao indivíduo. Daí a necessidade de avaliar não só o perfil de um líder, mas também a situação contextual em que ele se insere. Quantos de nós já não se sentiram incapazes de trabalhar eficazmente em grupo sabendo que temos capacidades para isso? Quantos de nós já não verificaram resultados excelentes num trabalho em grupo, parecendo-nos que as coisas se conjugaram na perfeição e correram pelo melhor?
Os estudos de Fiedler vieram abrir as portas para uma nova visão destes aspectos, nunca antes considerados.
Marketing Político
Actuação estratégica baseada em objectivos que visa a adequação de um produto político ao seu mercado.
Causa e/ou Necessidades do Marketing Político
1. A Concorrência Política resultante das sociedades tecnologicamente desenvolvidas e com democracias de massas (Sufrágios Universais para os vários cargos políticos).
2. A Tendência para a indiferenciação ideológica e centração nas personalidades.
3. Interesses cada vez mais pontuais, contraditórios, fluídos e mutuantes no eleitorado.
4. Peso crescente da opinião publicada (media) e da opinião pública (sondagem).
5. Diminuição do número dos regimes totalitários e generalização de sistemas democráticos imperfeitos.
6. Pressão dos empresários da comunicação sobre o próprio mercado político (interesses económicos).
7. A descentralização crescente das sociedades obriga à multiplicação de sufrágios e consultas.
8. A eficácia dos resultados com aplicação das técnicas de Marketing Político.
Marketing de Negócios vS. Marketing Político(Adaptado de Albouy 81994) e Kotler (1999))
Marketing de Negócios
- Os consumidores têm um estatuto sócio económico desigual
- O produto é criado expressamente para determinado mercado ou clientela
- Domínio do Marketing de Procura
- Maior aceitação dos consumidores da comunicação sobre os produtos
- Quadro normativo mais rígido na publicidade comparada, com acesso livre à publicidade em qualquer media
- Maior desigualdade quanto a meios financeiros dos concorrentes
- Decisões dos consumidores têm normalmente implicações de curto prazo (salvo num ou outro produto)
- Aumentar o valor simbólico do produto para reforçar o seu valor de uso é aqui mais importante
- Há informações mais objectivas sobre os consumidores e mercados
- Os produtos e serviços são mais neutros (embora emocionalmente activos)
- O interesse dos consumidores pelo produto é maior
Marketing Político
- Os eleitores têm um estatuto igualitário, 1 indivíduo - 1 voto
- O candidato e o projecto político têm uma história e vida autónomas
- Marketing de Procura e de Oferta
- Maiores resistências dos eleitores à pressão da comunicação política
- Maior liberdade de mensagens negativas (denegrir os adeversários), mas com restrições sérias na compra de espaço publicitário (no caso europeu)
- A legislação tenta atenuar essas desigualdades, pelo menos na Europa
- Decisões dos eleitores têm efeitos mais estruturantes (médio prazo)
- O valor de uso dos homens políticos e partidos é menor para o eleitor, pelo que é menos importante a comunicação sobre o valor simbólico
- A informação é sempre subjectiva e volátil
- O campo político é mais carregado de emoções, valores, crenças, adesões e conflitos
- O interesse dos cidadãos pela política é hoje diminuto (salvo os militantes)
Características Estruturais
O Produto
-Pessoas, partido, ideologia. (congruência)
-Lealdade (história de voto)
-Mentalidade (coligações pré e pós eleitorais)
A Organização
-Base de recursos (trabalho e dinheiro)
-Amadorismo
-Voluntarismo
-Percepção negativa do Marketing
O Mercado
-Regulações e Restrições
-Afirmação Social e Ideológica(acto de votar)
-O Contra - Consumidor (opositores)
Caracteristicas Processuais (Razões para votar)
Definição de Valores
-Estabelecer os valores fundamentais
-Agregação dos valores (interiorização)
-Lideres e candidatos (paersonificação)
Declinação dos valores
-Especificação da escolha (simplificação)
-Estilo e Modelos de Comunicação (símbolos/retórica)
-Sondagens políticas e atenção dos media
Transmição de valores
-Dicotomias Políticas e grupos de interesse
-Mercado periódico
-Votações táticas
Os Mercados em Marketing Político
_ Marketing da Circunscrição. Racionalizar a escolha de uma circunscrição (no caso português o destrito) para uma eventual candidatura (candidatura para ser eleito ou apenas com vista a posteriores eleições).
_ Marketing do Candidato. A sua imagem e mensagens.
_ Marketing dos Eleitores. Investigação e toda a estratégia de comunicação.
_ Marketing dos Militantes. Recrutamento, formação, enquadramento e motivação.
_ Marketing de Recolectores de Fundos, Financiadores.
_ Marketing dos Prescritores de Opinião. Jornalistas, colunistas e outras personalidades.
Causa e/ou Necessidades do Marketing Político
1. A Concorrência Política resultante das sociedades tecnologicamente desenvolvidas e com democracias de massas (Sufrágios Universais para os vários cargos políticos).
2. A Tendência para a indiferenciação ideológica e centração nas personalidades.
3. Interesses cada vez mais pontuais, contraditórios, fluídos e mutuantes no eleitorado.
4. Peso crescente da opinião publicada (media) e da opinião pública (sondagem).
5. Diminuição do número dos regimes totalitários e generalização de sistemas democráticos imperfeitos.
6. Pressão dos empresários da comunicação sobre o próprio mercado político (interesses económicos).
7. A descentralização crescente das sociedades obriga à multiplicação de sufrágios e consultas.
8. A eficácia dos resultados com aplicação das técnicas de Marketing Político.
Marketing de Negócios vS. Marketing Político(Adaptado de Albouy 81994) e Kotler (1999))
Marketing de Negócios
- Os consumidores têm um estatuto sócio económico desigual
- O produto é criado expressamente para determinado mercado ou clientela
- Domínio do Marketing de Procura
- Maior aceitação dos consumidores da comunicação sobre os produtos
- Quadro normativo mais rígido na publicidade comparada, com acesso livre à publicidade em qualquer media
- Maior desigualdade quanto a meios financeiros dos concorrentes
- Decisões dos consumidores têm normalmente implicações de curto prazo (salvo num ou outro produto)
- Aumentar o valor simbólico do produto para reforçar o seu valor de uso é aqui mais importante
- Há informações mais objectivas sobre os consumidores e mercados
- Os produtos e serviços são mais neutros (embora emocionalmente activos)
- O interesse dos consumidores pelo produto é maior
Marketing Político
- Os eleitores têm um estatuto igualitário, 1 indivíduo - 1 voto
- O candidato e o projecto político têm uma história e vida autónomas
- Marketing de Procura e de Oferta
- Maiores resistências dos eleitores à pressão da comunicação política
- Maior liberdade de mensagens negativas (denegrir os adeversários), mas com restrições sérias na compra de espaço publicitário (no caso europeu)
- A legislação tenta atenuar essas desigualdades, pelo menos na Europa
- Decisões dos eleitores têm efeitos mais estruturantes (médio prazo)
- O valor de uso dos homens políticos e partidos é menor para o eleitor, pelo que é menos importante a comunicação sobre o valor simbólico
- A informação é sempre subjectiva e volátil
- O campo político é mais carregado de emoções, valores, crenças, adesões e conflitos
- O interesse dos cidadãos pela política é hoje diminuto (salvo os militantes)
Características Estruturais
O Produto
-Pessoas, partido, ideologia. (congruência)
-Lealdade (história de voto)
-Mentalidade (coligações pré e pós eleitorais)
A Organização
-Base de recursos (trabalho e dinheiro)
-Amadorismo
-Voluntarismo
-Percepção negativa do Marketing
O Mercado
-Regulações e Restrições
-Afirmação Social e Ideológica(acto de votar)
-O Contra - Consumidor (opositores)
Caracteristicas Processuais (Razões para votar)
Definição de Valores
-Estabelecer os valores fundamentais
-Agregação dos valores (interiorização)
-Lideres e candidatos (paersonificação)
Declinação dos valores
-Especificação da escolha (simplificação)
-Estilo e Modelos de Comunicação (símbolos/retórica)
-Sondagens políticas e atenção dos media
Transmição de valores
-Dicotomias Políticas e grupos de interesse
-Mercado periódico
-Votações táticas
Os Mercados em Marketing Político
_ Marketing da Circunscrição. Racionalizar a escolha de uma circunscrição (no caso português o destrito) para uma eventual candidatura (candidatura para ser eleito ou apenas com vista a posteriores eleições).
_ Marketing do Candidato. A sua imagem e mensagens.
_ Marketing dos Eleitores. Investigação e toda a estratégia de comunicação.
_ Marketing dos Militantes. Recrutamento, formação, enquadramento e motivação.
_ Marketing de Recolectores de Fundos, Financiadores.
_ Marketing dos Prescritores de Opinião. Jornalistas, colunistas e outras personalidades.
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